:: Curiosidades ::

:: Datas
A cada ano o domingo de carnaval cai em datas diferentes porque é sempre o 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.

:: Cordas: lá como cá
Antigamente o público que assistia aos desfiles das escolas de samba cariocas na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, ficava comprimido por uma corda de aço que margeava as calçadas. Na época, era comum as pessoas alugarem caixotes de madeira a CR$ 5,00 (cinco cruzeiros).
Em Batatais, há tempos atrás, quando o desfile de carnaval acontecia na Avenida Nove de Julho, o público também era separado da passarela do samba por cordas, porém, eram de sisal.

:: O Palco
Os desfiles das escolas de samba de Batatais já foram realizados no “Largo da Matriz” (Praça Cônego Joaquim Alves). Com dimensões mais amplas, na década de 80, necessitou de condições estruturais mais adequadas e passou a ser realizado na Avenida Nove de Julho. Não demorou para que o local se tornasse obsoleto e, após passar pelas avenidas 14 de Março e Moacyr Dias de Morais, em 2005 os desfiles carnavalescos de Batatais inauguraram o sambódromo Carlos Henrique Cândido Alves, no recinto de exposições Antônio Carlos Prado Batista.

:: Em que dia “cai” o carnaval?
A explicação e complexa, mas certifique-se que não é difícil.
O domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
O domingo de Páscoa é o primeiro domingo após o 14º dia de lua nova ou ainda o primeiro domingo após a lua cheia, posterior ao equinócio da primavera. Por exemplo, se o 14º dia da lua nova ou da lua cheia posterior ao equinócio da primavera cair no dia 21 de março e for sábado, o domingo de Páscoa será no dia 22 de março.
Entretanto, se a primeira lua cheia, isto é, o 14º dia após o equinócio da primavera for 29 dias depois do 21 de março, o domingo de Páscoa só poderá ser 25 de abril, isto é, o mais tarde possível.
Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março se situa necessariamente, entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode cair entre 22 de março e 25 de abril. A terça-feira de Carnaval, portanto, cairá sempre entre 2 de fevereiro e 9 de março.

:: Como surgiu o Carnaval?
Uma das versões dá conta que para homenagear o Deus Saturno, havia uma festa na Roma Antiga chamada "Saturnais". As pessoas saíam às ruas para dançar. Carros (chamados de carrum navalis por serem semelhantes aos navios) levavam homens e mulheres nus em desfile. Muitos dizem que pode ter saído daí a expressão "carnavale".
O entrudo
O Carnaval brasileiro é descendente do "entrudo" português. No século XVII, munidos de baldes e latas d’água os foliões se divertiam molhando a todos. Possivelmente até Dom Pedro II se divertia jogando água nos nobres. A Festa, que durava três dias, acontecia aqui antes do início da Quaresma. As brincadeiras foram se tornando mais agressivas com o tempo e os “brinquedos” utilizados passaram a ser água suja, farinha, talco, limões, laranjas e ovos. Atirados em quem estivesse na rua, lambuzavam as roupas de todos. Não demorou para que surgisse uma lei que proibia o entrudo. Em 1854, foi determinado que a partir daquela data o entrudo tinha de "ser seco para não estragar as roupas mais custosas e cuidadas e não provocar desordens e confusão". Surge, então, o entrudo a seco: o Carnaval.

:: Carnavais de Batatais
A expressão “escola de samba” surgiu em Batatais em 1954. O termo fazia alusão à Sociedade Beneficente Recreativa Princesa Isabel, que então desfilou no Largo da Matriz, hoje a praça Cônego Joaquim Alves.
O Carnaval batataense criou então dimensões mais amplas e na década de 80 foi necessário sua transferência para a avenida Nove de Julho, que apresentava condições estruturais mais adequadas. Na mesma década, foi fundada a UESB – União das Escolas de samba Batataenses – entidade responsável pela organização dos desfiles carnavalescos em parceria com a prefeitura da cidade.
A avenida Nove de Julho acabou se tornando imprópria para servir de palco para os crescentes desfiles. Após passar pelas avenidas 14 de Março e Moacyr Dias de Morais, no ano passado os desfiles carnavalescos de Batatais inauguraram o sambódromo Carlos Henrique Cândido Alves, no Parque de Exposições Antônio Carlos Prado Batista, o popular recinto da Festa do Leite.

:: Principais figuras carnavalescas
Os personagens pierrô, arlequim e colombina são fundamentais em qualquer baile de fantasias. Surgiram com a Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVII para difundir a Comédia dell"Arte – forma teatral com tipos regionais e textos improvisados.
O pierrô é um personagem sentimental, ingênuo e apaixonado pela colombina. O arlequim é rival de pierrô: ambos querem o amor de colombina. É um palhaço farsante e cômico que veste um traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores.
A colombina, que já inspirou tantos versos de famosas marchinhas, é volúvel, esperta, sedutora e sempre bem vestida, com trajes coloridos. Ela namora o pierrô e é amante do arlequim.

:: O Rei Momo
O Rei Momo é uma figura que personifica o carnaval brasileiro. O personagem foi inspirado no bufo, ator de proveniência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres.
Na Mitologia Grega, Momo era o Deus da galhofa e do delírio – tão irreverente que acabou expulso do Olimpo. Na Roma antiga, o mais belo dos soldados era coroado Rei Momo e tratado como um verdadeiro senhor, comendo, bebendo e se divertindo à exaustão. Mas... quando a festa acabava ele era levado ao altar de Saturno e sacrificado.

:: Baianas
No Rio de Janeiro, na década de 30, a ala das baianas era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais das escolas, portando navalhas presas as pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.
Também em Batatais, os homens já estiveram presentes na ala das baianas. Na década de 80, a escola de samba Castelo sentiu a falta de duas baianas para completar o número mínimo de 15 integrantes exigido na ala. Foi quando dois homens que se consideravam "roxos pela Castelo" não tiveram dúvidas: vestiram-se imediatamente com o belo traje rendado e rodado das baianas.
Na Acadêmicos do Samba algo semelhante aconteceu. Todos notaram na avenida uma baiana muito máscula e nada graciosa. Foi quando se percebeu que a moça era na verdade um animado folião.

:: Caixotes de madeira
O público que assistia em 1958, aos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, alugava caixotes de madeira a CR$ 5,00 (cinco cruzeiros) para terem maior conforto. Temos história por aqui também.
Em Batatais, quando os desfiles carnavalescos aconteciam na avenida Nove de Julho, era freqüente a presença de caixotes, cadeiras e bancos improvisados. Uma corda separava o público dos desfilantes.
O improviso costumeiro acabou causando acidentes. Na década de 80, a tentativa de um vereador de fazer arquibancadas improvisadas, resultou em uma perna quebrada e várias escoriações. Quando concluído, nosso sambódromo tende a ser o avesso do improviso.

 

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